Quimioterapia abdominal para câncer de ovário

Alguns pacientes com câncer de ovário poderiam se beneficiar de drogas quimioterápicas diretamente injetadas no abdômen, de acordo com um estudo publicado.

Dr. Thomas Krivak da University of Pittsburgh, Pensilvânia, EUA, e seus colegas analisaram as taxas de sobrevida para 400 mulheres que receberam drogas quimioterápicas diretamente no abdômen (via injeção intraperitoneal) ou através da via padrão, na veia (injeção intravenosa).

As mulheres com baixos níveis da proteína produzida pelo gene BRCA1 nas células do tumor apresentavam uma média de 36 meses de melhoria na sobrevida se haviam sido injetadas no abdómen, ao invés do modo intravenoso. Mas não houve melhora nas taxas de sobrevida para mulheres com níveis normais de BRCA1.

Todos os detalhes aparecem no British Journal of Cancer.

“Esta pesquisa deve nos permitir atingir um grupo especial de pacientes com câncer de ovário e dar-lhes uma melhor perspectiva, fazendo uma alteração muito simples no seu tratamento”, disse Krivak.

Ele acrescentou: “Quando a quimioterapia é administrada diretamente no abdômen, ela atinge as células cancerosas em uma concentração mais elevada em relação a quando é administrada na veia. Isto significa que ela pode funcionar de forma mais eficaz. Este tipo de administração da quimioterapia parece ter uma maior melhoria nos resultados para aquelas mulheres que têm baixos níveis da proteína BRCA1. ”

Comentando o estudo, Martin Ledwick da Cancer Research UK afirmou: “Mais trabalho precisa ser realizado para verificar estes resultados, mas os resultados iniciais são extremamente encorajadores. Este estudo poderia marcar mais um passo no caminho para a medicina personalizada, onde os tratamentos são adaptados para as necessidades individuais do paciente e sua genética, para viabilizar o melhor benefício possível.”

Referências

Lesnock, J. L. et al. BRCA1 Expression and Improved Survival in Ovarian Cancer Patients Treated with Intraperitoneal Cisplatin and Paclitaxel: A Gynecologic Oncology Group Study. The British Journal of Cancer 6 March 2013 doi: 10.1038/bjc.2013.70

Fonte: Medcenter

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