Nível de atividade afeta resultados de intervenções ortopédicas

De acordo com uma revisão da literatura publicada na edição de julho do Journal of American Academy of Orthopaedic Surgeons (JAAOS), o nível de atividade dos pacientes é um forte preditor de quão bem eles se sairão com certos tratamentos e de quão bem eles se recuperam das lesões depois do tratamento. Os pacientes são encorajados a perguntar a seu médico ortopedista se o nível de atividade é um fator importante na sua decisão de tratamento. Por exemplo, pacientes mais ativos estão em maior risco de novas lesões após uma reconstrução do ligamento cruzado anterior (ACL, do inglês, anterior cruciate ligament) e o nível de atividade deve ser considerado quando é tomada a decisão de qual enxerto usar na reparação do ACL.

Facilmente administradas, as escalas padronizadas para o ombro, quadril, joelho e tornozelo são comumente usadas ​​em ortopedia para medir o nível de atividade de um paciente. Mas as medidas de ‘com qual frequência’, ao invés de ‘o quão bem’, uma atividade é realizada não explicam os sintomas, as deficiências, a idade, o peso, a saúde geral e outros fatores que também podem afetar o prognóstico e a variação dos resultados.

“Em ortopedia, desejamos restaurar a função para eliminar a dor e para ajudar os pacientes a retornar à atividade”, disse o cirurgião ortopédico e autor principal do estudo Robert H. Brophy, MD. “Nós ainda estamos aprendendo sobre como usar, quantificar e medir melhor os níveis de atividade para otimizar os prognósticos e resultados.”

Outra revisão de literatura destaca:

Ombro

  • Os preditores mais fortes para o fracasso no rompimento do manguito rotador foram as expectativas dos pacientes sobre a eficácia da terapia física e o nível de atividade inicial.
  • Após um rompimento do manguito rotador, os pacientes que eram ativos foram menos propensos a responder ao tratamento não cirúrgico.

Quadril

  • Os níveis de atividade pré-operatória, idade, sexo masculino e menor índice de massa corporal (IMC) foram preditores de maior nível de atividade a um e cinco anos após a cirurgia de substituição total de quadril.
  • A atividade física, incluindo levantar e colocar-se de pé, pode acelerar o desenvolvimento e o aumento do risco de osteoartrite (OA).

Joelho

  • Maior atividade inicial, menor IMC inicial e maior nível de competição atlética foram associados a níveis mais elevados de atividade dois anos após a reconstrução do ACL.
  • O sexo feminino, fumar durante o período de 6 meses antes da cirurgia e a reintervenção para reconstrução do ACL foram associados a menor nível de atividade.
  • Após reconstrução do ACL, os pacientes estavam significativamente menos satisfeitos se eles tinham um menor nível de atividade pós-cirúrgica.
  • Maiores ocorrências de lesão no joelho e trauma na população atlética, ao invés de participação em atividade física, podem causar um risco maior de OA de joelho.

“Não é apenas uma variável de nível de atividade de uma pessoa” nestas medições, disse o Dr. Brophy. “Depende da população, da lesão que está sendo estudada, etc. Estamos progredindo, e o progresso varia de acordo com o que estamos procurando. ”

Fonte: Medcenter

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