A proporção de alarmes clinicamente relevantes diminui à medida que diminui a gravidade clínica dos pacientes em unidades de terapia intensiva: um estudo piloto

Fonte: Hospital Moriah

Os objetivos de um estudo publicado no BMJ Open foram determinar (1) a proporção e o número de alarmes clinicamente relevantes com base no tipo de dispositivo de monitoramento, (2) se a gravidade clínica do paciente, com base na pontuação da avaliação sequencial de falência de órgãos (SOFA), afeta a proporção de alarmes clinicamente relevantes e sugerir (3) métodos para reduzir alarmes clinicamente irrelevantes em uma unidade de terapia intensiva (UTI).

O estudo clínico teve um desenho prospectivo, observacional e foi conduzido na UTI do Hospital da Universidade de Tóquio, em Tóquio, no Japão.

Participaram do estudo todos os pacientes que foram internados diretamente na UTI, com idade > 18 anos, e que não se recusaram a tratamento ativo; eles foram registrados entre janeiro e fevereiro de 2012.

Os alarmes, configurações de alarme, mensagens de alarme, formas de ondas e gravações de vídeo foram adquiridos em tempo real e salvos continuamente. Todos os alarmes foram observados quanto à validade técnica e clínica.

Dezoito pacientes internados na UTI foram monitorados. Durante 2.697 horas-paciente monitoradas, 11.591 alarmes foram anotados. Apenas 740 (6,4%) alarmes foram considerados clinicamente relevantes. Os dispositivos de monitoramento que desencadearam os alarmes na maior parte das vezes foram a medida direta da pressão arterial (33,5%), saturação de oxigênio (24,2%) e eletrocardiograma (ECG) (22,9%). O número de alarmes relevantes foram de 12,4% (medida direta da pressão arterial), 2,4% (saturação de oxigênio) e 5,3% (eletrocardiograma). Correlações positivas foram estabelecidas entre as gravidades clínicas do paciente e a proporção de alarmes relevantes. O número total de alarmes irrelevantes poderia ser reduzido em 21,4%, avaliando a sua relevância técnica.

Os pesquisadores demonstraram que (1) os tipos de dispositivos que alarmam mais frequentemente foram medidas diretas da pressão arterial, saturação de oxigênio e ECG, e a maioria desses alarmes não foram clinicamente relevantes, (2) a proporção de alarmes clinicamente relevante diminuiu conforme melhora o estado do paciente e (3) os alarmes irrelevantes podem ser consideravelmente reduzidos avaliando sua relevância técnica.

Autores do estudo original: Inokuchi R; Sato H; Nanjo Y; Echigo M; Tanaka A; Ishii T; Matsubara T; Doi K; Gunshin M; Hiruma T; Nakamura K; Shinohara K; Kitsuta Y; Nakajima S; Umezu M; Yahagi N.

Fonte: SANOFI Medical Services

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