Pessoas com cálculos renais são mais propensas ao risco de fraturas

As pessoas que formam cálculos renais podem ter um incremento no risco de fraturas, segundo um novo estudo.

Utilizando a base de dados da Rede para Melhoria da Saúde, a Dra. Michelle R. Denburg do Hospital Infantil da Filadélfia e da Escola de Medicina Perelman da Universidade da Pensilvânia na Filadélfia, e seus colaboradores estudaram um estudo coorte retrospectivo de 51.785 indivíduos com urolitíase e 517.267 sujeitos pareados por idade, gênero sexual e exercício clínico, selecionados de maneira randomizada.

Durante um período de observação média para verificar a apresentação de fraturas a 4,7 anos nos dois grupos, ocorreram 3524 novas fraturas (118 por 10.000 anos/pessoas) em participantes com urolitíase em comparação com 29.590 naqueles sem urolitíase (101 por 10.000 anos-pessoa). O estudo foi publicado on-line antes da versão impressa da revista Clinical Journal of the American Society of Nephrology.

Entre os sujeitos com urolitíase, a mediana de tempo entre o diagnóstico e a fratura foi 10 anos.

Entre os participantes do gênero masculino a urolitíase se relacionou com um incremento global significativo de 13% no risco de fraturas. O risco de fraturas associado a urolitíase aumentou significativamente em pessoas de 10 a 19 anos de idade (55% mais alto), 40 a 49 anos (17% mais alto), 50 a 59 anos (20% mais alto) e 80 a 89 anos (25% mais alto). Nas mulheres participantes, o risco de fratura relacionado com a urolitíase aumentou significativamente naquelas de 30 a 39 anos (55% mais alto), 40 a 49 anos (45% mais alto), 50 a 59 anos (32% mais alto), 60 a 69 anos (25% mais alto) e 70 a 79 anos (21% mais alto).

«Dado que o tempo desde o diagnóstico inicial de urolitíase até a primeira fratura foi um decênio e o risco excessivo afetou todas as zonas esqueléticas, há motivos para acreditar que possivelmente seja possível intervir durante este intervalo crítico e reduzir o risco de fraturas futuras», concluiu o grupo do Dr. Denburg.

Os investigadores afirmaram que o estudo não pode estabelecer um mecanismo causal, mas confirma a relação entre a urolitíase e o risco de fraturas subsequentes. Um estudo retrospectivo prévio de 624 pacientes com urolitíase sintomática publicado no Kidney International (1998;53:459-464) demonstrou um incremento de quatro vezes no risco de uma primeira fratura vertebral a respeito do esperado na população geral.

Um estudo transversal subsequente de 793 participantes na Terceira Pesquisa Nacional para o Exame da Saúde e Nutrição demonstrou que os homens, mas não as mulheres, que informaram um antecedente de cálculos renais tiveram mais probabilidades de comunicar um antecedente de fraturas da coluna e da boneca, segundo os achados publicados no Journal of Bone and Mineral Research (2001;16:1893-1898).

A Dra. Denburg e seus colaboradores assinalaram que a evidência atual aponta para uma relação entre a hipercalciúria idiopática (HI) e uma diminuição da densidade mineral óssea.

Estudos prévios demonstraram que a hipercalciúria idiopática na infância envolve uma densidade mineral óssea baixa, «o que indica que essa condição no curso da vida pode comprometer a saúde óssea e aumentar o risco de fraturas». Os estudos de mulheres pós-menopáusicas com osteoporose primária documentaram uma prevalência de hipercalciúria de 10% a 19%, assinalaram os investigadores.

 

Fonte: Renal and Urology apud Medcenter Medical News

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